Enredo

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Enredo

Mensagem por The Boss em 30/1/2011, 19:07

Cap. I - O prólogo

Após a derrocada dos Titãs perante as mãos de Zeus Crônida, e seus irmãos, Hades e Poseidon os mundos foram divididos pelos três, de modo que a famosa Partilha do Mundo ficasse marcada pela ascensão de Zeus, o mais novos dos irmãos, ao trono dos céus. E assim Poseidon deleitou seu poder sobre os mares, e Hades sobre o Tártaro, onde criou sua morada acima das prisões titânicas. Eles então desposaram suas irmãs, criando assim a segunda geração divina.

Zeus Crônida, senhor dos trovões e dos céus, rei dos deuses, desposou Métis, sua irmã, deusa da prudência, e com ela teve Athena, sua primogênita e herdeira. Mas Zeus não se saciou com apenas uma esposa e tomou para si uma segunda, levada pelas Moiras até o mesmo. Seu nome era Têmis. Uma titânide pacífica, deusa da justiça. As Moiras então profetizaram que Zeus aprenderia muitas coisas com sua segunda mulher, a qual era tão sábia quanto Métis.

A união desagradou seus irmãos, que não viam com bons olhos a entrada de uma titânide no Palácio Celeste. Sob grande pressão o casamento se desfez, e finalmente Zeus tomou sua irmã Hera como esposa, tendo com ela concebido a Ares, Hebe e Hefestos. Mas Zeus, em sua suprema luxuria, ainda trairia Hera inúmeras vezes. De seu caso com Leto, a deusa das noites claras, nasceu Febo Apollo, regente da estrela da manhã e dos sábios, e Artemis, senhora do luar e da caça. Com Maia, a ninfa da natureza, concebeu Hermes, o mensageiro de divino. Perséfone foi gerada de seu caso com sua irmã Demeter, deusa da agricultura e fartura. Afrodite, a deusa da beleza e da paixão, é filha de Zeus e Dione, a senhora das ninfas. E o mais estranho dos casos encontra-se em Dionísio, o deus das festas e insanidade, o qual nasceu do ventre de uma mortal, a princesa Semele. Os outros filhos do senhor do Olimpo não herdariam a divindade perfeita de seu pai, sendo filhos dele com mortais, estes seriam chamados semideuses.

Hades Crônida, senhor do mundo dos mortos e da riqueza, fora encantado por uma flecha de Eros, fazendo-o seqüestrar Perséfone e torná-la sua esposa. O que gerou grande perturbação no Olimpo. Mas esta não seria a primeira, tão pouco a última desavença no reino dos céus. Entre grandes traições, e desavenças, cada um dos deuses buscou expor sua filosofia sobre a terra, tendo isso trazido muita confusão para a casa de Zeus. Cansado das constantes discussões, Zeus tomou as rédeas, e fez sua vontade prevalecer.

Primeiramente, o senhor dos raios, fez com que o véu etéreo, que apartava dos reinos divinos o mundo mortal, tomasse maior enfoque, abandonou os homens na terra e disse aqueles que divergiam... “Banirei dos céus, e lançarei ao Tártaro, aquele que novamente trouxer a discórdia à minha casa. Aqueles que quiserem digladiar pela eternidade, eis a sua arena...” E Zeus apontando para a terra voltou a falar: “Lutem na terra pela qual divergem, usem a vida de seus tão preciosos súditos.”. Hefestos então fora convocado por cada uma das deidades, e a ele foram encomendas armaduras. Ao entregar as encomendas, o deus das forjas fora expulso por Zeus, sendo cravado em sua imortalidade na terra dos homens. Onde esperaria o fim das disputas, quando toda a terra se visse sob o comando de uma mesma voz.

Os séculos passaram e tornaram-se milênios, e as batalhas divinas prosseguiam sem dar descanso à humanidade. Por ter que encarnar em um corpo mortal, os deuses viram seus poderes serem limitados, e quando fatalmente feridos teriam que esperar por volta de 250 anos até que um novo hospedeiro, apto à essência divina, nascesse para abrigar sua alma. Os principais exércitos que se mantiveram ao longo dos séculos foram o de Athena, Ares e Poseidon. Mas no penúltimo despertar divino, antes de nossa época, Athena selou a alma de Ares com um poder que o impediria de retornar ao mundo. A revolta de sua derrota fez com que O Senhor das Guerras clamasse a seu tio, Hades, que lutasse por ele ao menos uma vez, pois assim sentir-se-ia vingado de sua irmã. Hades acatou o pedido, e na última guerra antes de nossa Era, o exército do submundo devastou a terra com o poder dos espectros, os poderosos imortais. Poseidon, que havia desperto em segredo, quase 50 anos antes, aguardou a fragilidade do pós-guerra para então dispersar sobre o mundo a fúria dos mares. Fatidicamente o imperador dos mortos foi levado à derrota, mas não completamente. Sentido pela ação traiçoeira de seu irmão, Hades resolvera retornar, mantendo a entrada para o inferno aberta nas terras da Germânia, enquanto os últimos vestígios dos guerreiros de Athena se negavam a desaparecer.

Hoje, o mundo se vê imerso pelos Oceanos em grande parte e a humanidade, que ainda persevera em sobreviver, é atacada por enchentes e tempestades diariamente, pois aqueles que escolheram Poseindon, como seu deus, foram levados para morar nas utopias, cidades submersas onde a ordem impera sob a vontade de Poseidon, e a prosperidade prevalece. E a maior delas é sem dúvida Nova Atlantes, onde o Palácio do Imperador foi erguido. Estamos no início do ano 1990, às portas de um novo milênio, está para começar a maior das Guerras, e palco é o nosso mundo tomado pelas águas.


Última edição por The Boss em 24/6/2011, 20:43, editado 7 vez(es)

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Re: Enredo

Mensagem por The Boss em 25/4/2011, 11:31

Cap. II - Situação do Santuário

Há mais ou menos 250 anos, o poder da hecatombe espectral devastou a antiga estrutura do berço da ordem dos Santos de Athena. Centenas de guerreiros que lutavam em prol da humanidade tombaram junto à imponente construção, poucos foram os que sobreviveram. No entanto, silenciosos como fantasmas, estes sobreviventes reergueram a glória de outrora reconstruindo a estrutura perdida, seguindo as profecias que vinham das estrelas.

Estes homens procuraram pelo mundo, que pouco a pouco era tomado pelas águas, guerreiros que pudessem aprender os antigos segredos dos Santos, dando assim continuidade à ordem que quase fora exterminada. A cada geração o santuário persistia em não acabar, apresentando ao mundo guerreiros que lutavam com suas vidas pela humanidade.

Em 1915, aquele que seria o maior guerreiro da história do Santuário nasceria e marcaria seu nome na história. Mikhail Lomonossov, o homem que conteve o maior ataque já feito pelos príncipes do mar. Em seu braço residia a lendária lâmina da Excalibur, perfeita e imensurável. Seu prestígio fez com que fosse indicado para ser aquele que regeria a ordem e desde seus 30 anos assumiu o posto de grande mestre, patriarca do santuário.

Por volta de 1969 os sinais provindos do céu anunciaram ao mundo a vinda de Athena que trouxera encarnada junto a si Nike, a da vitória e Mérope, a plêiade. Nascidos na Casa de Draco, a linhagem perdida dos antigos reis de Atenas, as encarnações divinas foram identificadas ainda em juventude pelo patriarca e levados por ele até o templo onde estariam seguros até seu total amadurecimento.

Após a derrota na última guerra Athena mostrou-se decidida a terminar de uma vez por todas com a guerra santa. Convocou Nike, que sempre a acompanhou de longe, para encarnar ao seu lado, como também sua fiel companheira Mérope, que olhava dos céus os grandes feitos da deusa. Ouvindo a voz de Nike a deusa da sabedoria determinou uma grande mudança que seria compreendida por poucos. Athena então reencarnara no corpo de um homem, seu nome é Kadmus, primo de Nike, que despertara a consciência divina minutos após o nascimento pedido aos pais da hospedeira que lhe batizassem com o nome da deusa. No entanto Mérope perdeu-se entre os mortais sem ter conseguido despertar sua consciência divina, fazendo o Santuário mobilizar-se a encontrá-la.

Em 1985, Kadmus saiu pelo mundo sozinho em peregrinação e até então não voltara deixando Mikhail e Nike preocupados. No entanto as estrelas revelam ao Patriarca que é chegado o momento de seu retorno. Os poderosos Cavaleiros de Athena retornam ao mundo para lutar pela justiça perdida... Que comece a Guerra Santa!



Última edição por [ADM] Diego em 25/4/2011, 12:46, editado 1 vez(es)

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Re: Enredo

Mensagem por The Boss em 25/4/2011, 12:20

Cap. III – Situação do Érebo

Por volta de 250 anos atrás, após derrotar Athena, Hades foi atacado inesperadamente pelo Exército Marina, encontrando a derrota pelas mãos de seu irmão Poseidon. Os deuses gêmeos, Hypnos e Thanatos, junto a Oneiros, foram selados na terra para não reencarnarem, enquanto as almas dos juízes do inferno – Os semideuses Minos, Eaco e Radamanto – foram lançadas no Tártaro, a prisão titânica abaixo do Hades, pelo poder do imbatível senhor dos mares, sendo elas pulverizadas pela fúria dos titãs.

Com o orgulho ferido a alma de Hades retornou aos confins do Elíseos, onde pacientemente aguardou o nascimento de seu próximo hospedeiro. Com as importantes baixas em seu exército clamou por Persephone, sua esposa, para que a mesma o ajudasse a enfrentar seu inescrupuloso irmão, prometendo a ela toda a Terra caso obtivessem êxito. A imperatriz do submundo se agradou da proposta, encontrando nas linhas do destino a mulher que seria sua hospedeira, Greta, que nascera no mundo dos homens no ano de 1960.

Persephone invocara também sua fiel auxiliar, que a muito residia no inferno com um corpo mestiço, mas que ainda conservava sua essência divina, Hécate. Ficando essa responsável pela diplomacia com os demônios que habitam o inferno.

A deusa encarnada tomou para si um castelo majestoso na Baviera, onde conservou os corpos que hospedariam os deuses gêmeos e Oneiros, que se encontravam ainda perdidos. O Castelo do Neuschwanstein, um lugar rodeado por boques, erguido no alto de um vale, onde a vista é exuberante e o cheiro pútrido dos mortos pode ser sentido, pois ali reside a última entrada para inferno. O exército do imperador se amontoa em seus domínios, escondendo-se das perigosas chuvas, abrigando-se nas mais diversas localidades do reino de seu senhor.

Passado os anos o hospedeiro de Hades insistia em não surgir. Seus seguidores vinham ao mundo, e ao invocar seu nome não tinham resposta. Algo havia acontecido nas escritas do destino. Foi quando Persephone decidida a acabar com a espera invocou a alma da primeira mulher, aquela que espalhara a discórdia pelo mundo na aurora da humanidade, Pandora, e esta daria à luz a criança que carregaria o espírito de Hades.

Então em 1989, o espírito de Hades libertou-se para o mundo... Eis então que nascida da mais impura das almas, o ser mais puro do mundo é recebido pela vida. Heiki, uma menina, que com apenas um ano de idade, se vê cercada de sombras espectrais e vozes que ressoam tenebrosamente aos seus ouvidos. Pandora, que teve sua alma encarnada no corpo de uma jovem chamada Johanna, filha de um importante político alemão, cuida com sentimentos maternos da cria de seu ventre, sabendo que ela verdadeiramente é aquele que habita seus sonhos, o senhor do submundo.

Johanna é a responsável pelos movimentos dos Espectros na Terra, seguindo as ordens diretas de Persephone enquanto a jovem encarnação de Hades não tem maturidade suficiente para suportar seu poder. Com a destruição das almas dos juízes, as estrelas celestes que os guardavam trataram de substituí-los rapidamente... O exercito dos mortos parece levantar-se para tomar posse do mundo... Que comece a Guerra Santa!


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Re: Enredo

Mensagem por The Boss em 25/4/2011, 13:14

Cap. IV - Situação de Nova Atlantes

Há 300 anos Poseidon despertara em segredo edificando nos mares o alicerce do que futuramente viria a ser chamado de utopia, permanecendo assim até o culminar da batalha entre sua sobrinha Athena e seu irmão Hades, na qual o deus do submundo saíra vencedor. Aproveitando-se da fraqueza do pós-guerra, Dom Luigi Gracco, o último hospedeiro do deus dos mares, atacou ferozmente os Espectros, enclausurando os deuses que auxiliavam Hades e destruindo as almas dos grandes juízes do inferno.

Fez renascer a raça dos Atlantes a partir de 10 primogênitos, filhos de seu próprio poder, os quais foram chamados de Príncipes Atlantes. A partir deles milhares foram gerados, povoando assim a utopia. Poseidon andou sobre a terra, clamando aos homens que o aceitassem como seu verdadeiro e único deus – Para dar um fim a Guerra Santa – mas apenas algumas centenas aceitaram o chamado, indo estes morar na utopia. Aos demais que permaneceram em terra seca, restou à fúria do deus, que lançou as águas acima dos continentes.

A paz entre Atlantes e humanos reinou na utopia a morte de Gracco, que passara a autoridade do reino para o Príncipe Atlante mais velho, Mennir de Nereu. Este por sua vez, instaurou nos mares a ideologia de que os humanos seriam inferiores aos Atlantes, sendo, os primeiros, perseguidos de forma intensiva. E assim o Príncipe Regente reinou por séculos, com mãos de ferro, e grande honra entre seus iguais.

Mennir é considerado o mais perfeito ser de sua raça, tendo um grande poder além da compressão de muitos. É temido e respeitado por todas as criaturas do mar, tendo seu poder rivalizado apenas pelo Príncipe mais velho depois dele, Galileu.

Galileu, aquele que detém o poder da profecia, ajudou seu irmão a reinar com justiça, mesmo que para os humanos não tenha sido muito justo, no entanto se culpa pela perda um importante artefato, que poderia definir a guerra antes mesmo da primeira gota de sangue ser derramada.

Em 1975, Galileu de Proteu, o Príncipe Profeta, chegou ao Grande Templo, em Nova Atlantes, carregando em seus braços a criança Atlante que seria a próxima encarnação de Poseidon. Seu nome era Kaliel.

Hoje o imperador dos Mares tem 14 anos de idade, possuindo uma personalidade mesclada entre deus e mortal. Os 10 príncipes são seus principais conselheiros, principalmente Mennir – 250 anos – e Galileu – 249 anos – o quais detém grande carisma entre o exército. Kaliel vive no Grande Templo, cercado por seus filhos, protegido até o completo despertar da persona de Poseidon. Enquanto os deuses rivais se fortalecem para enfrentá-lo, certamente o exército marina de longe já é o mais poderoso. Seus guerreiros marinas estão distribuídos por toda a utopia, mantendo a ordem e defendendo as fronteiras com o mundo seco.


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Re: Enredo

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